As Mudanças Estruturais da área de Recursos Humanos.

Sessão de Pessoal:
A área de Recursos Humanos foi desenvolvida a partir da Instituição da CLT por Getulio Vargas na década de 30 e simultaneamente a criação do Ministério do Trabalho. Nessa ocasião, o setor de Pessoal não tinha autonomia e era conhecido como “Sessão de Pessoal”. Localizava-se num canto da empresa somente como um órgão disciplinador para executar a legislação, ou seja: admitir, demitir, promover, transferir, punir e remunerar. As Sessões de Pessoal, geralmente eram controladas por um advogado ou contador, e não tinham nenhuma participação nas decisões da empresa.

Em meados da década de 60, por meio de uma gestão mais desafiadora do Presidente Juscelino Kubitschek,  que conquistou  a credibilidade das empresas estrangeiras para investirem no Brasil, as  indústrias montadoras automobilísticas estabeleceram-se  na região do ABCD em São Paulo. Nesta ocasião instalaram-se no Brasil a Ford, a GM, a VW, entre outras.

Na época, em função da falta de tecnologia, a  mão de obra nas empresas era intensa. As “Sessões de Pessoal” começaram a ser mais exigidas profissionalmente, pois havia a necessidade de um treinamento mais adequado dos funcionários de acordo com as necessidades da empresa. Contudo,  o modelo Taylorista imperava.

Gerência de Relações Industriais:
Na década de 1970, em decorrência de uma maior profissionalização dos empregados, considerando as demandas das indústrias automotivas e as de acessórios de reposição, as “Sessões de Pessoal” passaram a ter uma atuação mais abrangente  e profissionalizante.  A competitividade, os sistemas recém implantados e a qualidade começaram a exigir uma atuação das Sessões de Pessoal envolvida com as diretrizes da organização, passando a área a denominar-se  “Gerência de Relações Industriais” – GRI.

Gestão de Recursos Humanos:
Por volta da década de 1980, os modelos japoneses invadiram  nossos ambientes de trabalho por meio dos Comitês de Qualidade, Just in Time, entre outros conceitos.  As Gerências de Relações Industriais foram mais exigidas com relação à atuação e qualidade  do desempenho dos empregados. O modelo de Relações Industriais começou a desatualizar-se, dando início a um novo conceito de atuação, como Gestão de Recursos Humanos, com uma seleção mais apurada dos candidatos, criação de métodos de avaliação de desempenho, entre outras ferramentas de gestão. O foco era a capacitação do funcionário, voltado aos resultados da empresa.

Gestão de Pessoas:
Com a globalização, na década de 1990, e a implementação da tecnologia e da competitividade, a área de Gestão de Recursos Humanos adquire um novo modelo de atuação. Os funcionários responsabilizam-se e comprometem-se  com os próprios trabalhos, são cobrados pela iniciativa  e criatividade além de adquirirem maior autonomia e participação em atribuições gerais da organização.

No novo modelo de Gestão, as pirâmides hierárquicas tornam-se mais achatadas, o funcionário trabalha integrado em equipes, os gestores de todas as áreas adquirem também o papel de Consultores de RH. O conhecimento, a visão global, é um dos detalhes mais importantes cobrados do profissional.

Neste modelo, a área passa a ser conhecida como “Gestão de Pessoas”, cuja colaboração para as políticas e estratégicas da empresa, tem uma grande importância.

Consultoria Interna em Recursos Humanos:
Com a evolução ainda maior dos sistemas, a tendência do setor de Gestão de Pessoas

foi a de transferir a sua responsabilidade aos próprios responsáveis de cada área de trabalho.  As áreas específicas, tais como: Área Médica, Serviço Social, entre outras continuam sob a responsabilidade direta do setor de Gestão de Pessoas. Contudo, as áreas de Treinamento, as Avaliações de Desempenho, a Seleção de Pessoal são de atuação direta dos gestores de área, sob vistas da Gestão  de Pessoas. As normativas e políticas são elaboradas em conjunto: Gestão de Pessoas e Gestores de Área, pois são os Gestores que conhecem as necessidades dos seus funcionários e o ritmo de trabalho a ser desenvolvido.

Mediante esse envolvimento abrangente e compartilhado entre Gestão de Pessoas e Gestores de Área, os processos de RH tendem a acelerar a produtividade e a qualidade dos seus produtos, mediante atuação de  funcionários mais satisfeitos.

Profa. Maria Rita Metran Fatuch DrabaviciusProfessora do INPG

2 Responses to “As Mudanças Estruturais da área de Recursos Humanos.”


  1. 1 Thiago Gomez dezembro 22, 2010 às 8:36 pm

    Olá,

    Muito interessante este artigo, gostei.

    Abraços

  2. 2 Wagner Arruda dezembro 26, 2010 às 12:38 am

    Eu gostei do assunto abordado… acho que tem muito sobre esse assunto a ser discutido, acho que esta area esta num processo continuo de desenvolvimento e aperfeiçoamento das tecnicas e metodologias aplicadas…
    Essa mini palestra mostra rapidamente um esqueleto do setor e de sua evolução…
    Seria interessante ser trabalhados temas ou debates que envolvam esta area, assim estimula e aguçandoa curiosidade do leitor.


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