Prepare-se: vem aí as e-leições

Menina dos olhos da campanha presidencial do presidente norte-americano eleito, Barack Obama, a internet começa a ganhar a devida importância no cenário político brasileiro.

Claro que ainda não podemos esperar resultados como os obtidos pelo atual presidente americano, que em sua campanha mobilizou 750 mil voluntários, arrecadando 300 milhões USD através de redes sociais como o facebook e o myspace. E não é só nos Estados Unidos que funciona: na Colômbia, a candidata PV saiu de 3% de intenção de voto para um lugar garantido na disputa do segundo turno!

Ainda teremos a predominância das mídias convencionais, ainda mais com a liberação da propaganda de rua, inclusive nas cidades que tiveram recentemente sua legislação de publicidade alterada, no que diz respeito a outdoorsbusdoors, empenas e fachadas. E claro que a liderança ainda é disparada da televisão, que mobiliza a atenção da maior parcela da população.

O fato é que os marqueteiros políticos não podem prescindir das mídias digitais, num mercado que dobrou o numero de eleitores com acesso à web de 2006 a 2010 chegando a 67,5 BI de pessoas. Diferente da eleição do Obama, a menina dos olhos dos candidatos é o Twitter, e quem saiu na frente com um grande plataforma de voluntários digitais foi a ex-ministra Marina Silva, inclusive em função dos poucos recursos financeiros existentes para a sua campanha.

Mas não será uma festa sem regras. O TRE acaba de divulgar o que vale para esta eleição. De saída, estão proibidos anúncios em sites comerciais, spam e perfis falsos em redes sociais, seja para falar bem dele ou falar mal dos adversários. Está liberado ter site próprio, blog, redes e o envio de mensagens sms e mms.

Antenados ao novo perfil do eleitorado, cada candidato contratou seu gestor digital: a Marina trouxe o Caio Tulio Costa, um dos fundadores do UOL; Dilma chamou o Marcelo Branco, ex-diretor da Campus Party, maior evento de mobilização jovem digital nacional; e o Serra foi mais conservador, trabalhando com o Sérgio Caruso, marqueteiro profissional.

Agora, antes de se engajar em qualquer campanha, conheça bem o candidato, sua história e sua plataforma política. Assim como nos negócios, lucro ou prejuízo está diretamente ligado ao volume e à qualidade das informações que você possui, e ao que você decide fazer depois que as processa. A grande diferença é que no caso do prejuízo eleitoral, você o divide com o resto do país… Transparência e ética são inegociáveis, tanto nos negócios quanto na política.

Escolha o candidato, pegue seu mouse e mãos à obra!

Alessandro Saade – @redator do INPG BLOG

Este post foi publicad0 no MARKETING & NEGÓCIOS em 30/07/2010

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