COOPETIÇÃO: A ARTE DE TRANSFORMAR O INIMIGO EM ALIADO

Na geografia, pequenos tremores podem indicar a vinda de grandes terremotos. E após os grandes terremotos, ainda acontecem réplicas, que são pequenos tremores que fazem com que o terreno se assente.
Levando essa analogia para o grande mercado de massa, as mega-fusões entre Submarino e Americanas on Line; Casas Bahia e Grupo Pão de Açúcar; e a recente fusão entre A Insinuante e a Ricardo Eletro mostram claramente um movimento de reajuste de forças no mercado.
Essas grandes mudanças mostram a necessidade do varejo de reduzir custo, ganhar eficiência, compartilhar as melhores práticas, fortelecer-se frente à concorrência e ganhar poder de negociação com os fornecedores. Ufa! Quantas coisas cabem numa fusão!
Só para se ter uma idéia do poder gerado por essas associações ou aquisições, o conglomerado resultante da união do Pão de Açúcar e as Casas Bahia terá como resultado mais de 1.000 lojas e quase 80 mil colaboradores. Que fabricante não gostaria de oferecer seus produtos numa rede com uma amplitude e capilaridade como essa?
Pensando nisso, será que não é hora das empresas menores começarem a sondar o mercado para uma futura fusão, mega-cooperativa ou aquisição? Imaginou o que pode gerar de retorno a associação entre pequenas redes ou lojas únicas bem estruturadas num determinado nicho? E se logo depois, esse conglomerado fosse para o e-commerce, de maneira forte e agressiva num portal comum?
De saída, a intimidade que cada loja tem com determinado fabricante passa a valer para todo o grupo. Facilidades que você tinha com exclusividade, passam a ser compartilhadas com lojistas de outras regiões do país. Por outro lado, todos os benefícios que cada um deles possuía passa a valer também para você! E isso somente na compra.
Depois, um grande grupo para trocar experiências, boas e ruins, acelerando o crescimento de todos e evitando a repetição de ações que culminariam com frustração e prejuízo. E mais ainda: já pensou no estoque compartilhado de produtos de baixo giro e alto valor agregado? Mesmo não tendo o item na loja, todos teriam pronta entrega, vindo de um estoque centralizado.
Provavelmente o grande desafio seja integrar essas empresas que se encontram em diferentes níveis de desenvolvimento e maturidade. Algumas são recém criadas, cheias de energia mas sem experiência; outras, muito experientes, mas menos arrojadas, em função das cicatrizes adquiridas ao longo dos anos; umas grandes, outras pequenas; uma lojinha, várias filiais! Mas mesmo assim, sou um grande incentivador da idéia. O resultado final é sempre positivo.
É a Coopetição, misto de cooperação e competição, em doses equilibradas e estratégia clara.
Vamos tentar? Dê o primeiro passo!
* Artigo publicado originalmente na minha coluna mensal da Revista Meu Próprio Negócio.

Alessandro Saade – @redator do INPG BLOG

Este post foi publicad0 no MARKETING & NEGÓCIOS em 4/8/2010

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