Quando um subproduto vira “super produto”

Que o mundo está se transformando rapidamente, todos nós sabemos. Que as pessoas estão mais conscientes quanto a estas transformações também não é nenhuma novidade. Talvez possa ser surpresa para alguns, o fato de certas empresas estarem mais preocupadas e atentas às leis ambientais, às responsabilidades sociais e ao impacto causado pelas suas atividades produtivas. Há uma tendência visivelmente positiva quanto a isso, mas ainda é muito cedo para comemorarmos.

Sempre que inicio algum projeto de consultoria, preocupo-me em olhar para todos os setores da empresa, bem como para as ações que ela desenvolve. Procuro fazer tudo o que é preciso ser feito, mas também procuro sempre por aquilo que as empresas não fazem questão de olhar, sendo assim, não valorizam, não querem, não olham e, consequentemente, descartam.

Explico melhor. Existem varias empresas que, ao produzirem, geram vários tipos de resíduos e descartes que geralmente tem um destino apropriado, no entanto, nem sempre é o mais correto. Pior que isso, existem situações em que estes resíduos são encaminhados para locais não apropriados e que, com isso, causam danos ao meio ambiente e aos cofres públicos. Quem acaba pagando a conta somos nós, é claro. O fato lamentável, além do que citei anteriormente é que, tais resíduos poderiam ser revertidos em benefícios a estas empresas e muitas nem se dão conta.

Recentemente me deparei com uma situação bastante interessante. Aliás, duas situações. A primeira foi quando, ao caminhar pelo pátio industrial de uma empresa que buscava empregar meus préstimos de consultoria, notei que havia uma enorme quantidade de materiais orgânicos sobre o chão e alguns amontoados no entorno da fabrica. Tais resíduos são oriundos da madeira (pinus e eucalipto), expelidos no momento do corte das toras, cujo produto fim é a fabricação de tabuas para construções civis, vigas e caixas para armazenagem de frutas e verduras. Misturados a esses resíduos estavam casca, serragem e pó de madeira, além de terra. Essa mistura se transforma em uma maravilhosa e fértil composição, que pode ser utilizada em vários meios, a exemplo da jardinagem; cultivo de mudas; substrato para hortaliças; etc. Como esta empresa contratara-me para verificar as áreas financeira, organizacional, comercial e comportamental, fiquei pensando se tais resíduos não poderiam ser aproveitados, comercializados e transformados em benefícios para seus colaboradores. Dito e feito. A empresa já programa a aplicabilidade dos recursos financeiros oriundos dessa “descoberta” à implementação de programas de capacitação; benefícios básicos, como cesta básica e plano de saúde; além de outros feitos.dade, o comprometimento, a auto-estima, além de outros aspectos importantes ligados as pessoas que integram o trabalho da empresa, sendo que, com isso a pro-atividade fatalmente apontará melhoras, repercutindo na melhoria da qualidade da mão de obra e na diminuição do turn over. Com isso, a qualidade de vida será melhorada.vai diminuir ou ser totalmente eliminado. Imaginamos que daí para frente os benefícios só tendem a aumentar.

A segunda situação é que o risco de incêndio e a proliferação de insetos e roedores vai diminuir ou ser totalmente eliminado. Imaginamos que daí para frente os benefícios só tendem a aumentar

Em suma, precisamos olhar para o que produzimos; como produzimos; para quem produzimos; por meio de que, e de quem produzimos e, principalmente, o que deixamos de produzir. É preciso aproveitar, sempre, as oportunidades que surgem mas, também, saber e preocupar-se em criá-las quando elas não estão claras. É preciso pensar em sustentabilidade empresarial do início “aos fins”.

 

Roberto Rodrigues – @redator do Blog RR Life e agora do INPG BLOG

Este post foi publicad0 no Blog RR Life em 30/01/2011

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