Tendências para o varejo feminino dos próximos anos

No mês de janeiro deste ano ocorreu a 100ª. Edição da NRF (National Retail Federation) em Nova York.
Este evento reuniu públicos de diferentes países para debater sobre as grandes novidades e tendências do varejo para os próximos anos. E os brasileiros marcaram a edição em peso, com uma expressiva participação de 32% entre todos os presentes.
Duas palavras tiveram grande ênfase nesta conferência – Mobilidade e Sustentabilidade.
E para o universo feminino, constatamos que ambas se encaixam em tudo que temos trazido como tendências para o mercado.
A tecnologia por meio da mobilidade está ganhando cada vez mais participação seja pela RFID (realidade aumentada) já utilizada para simular interações de experimentação por parte do consumidor com o produto, passando pelas telas touch screen, com a facilidade de acionar o equipamento com apenas um toque, até os aplicativos de celulares em que é possível identificar quais as calorias de determinados alimentos. Sem contar as trocas de experiências impulsionadas pelas redes sociais.
Um case muito comentado na NRF foi da Disney Store na Times Square, em NY, em que o consumidor é encantado (palavra inerente à marca Disney) em todos os momentos de sua permanência na loja. Para crianças e adultos, os ambientes foram desenhados e desenvolvidos com tecnologia de ponta para estimular o consumidor a entrar no universo do encantamento, por meio de experiências criadas que reúnem integração, informação, diversão, entretenimento e customização.
Nesta mesma loja, meninas e mulheres por meio da Realidade Aumentada conseguem se ver com roupas e acessórios das princesas da Disney com apenas um toque.
A sustentabilidade também foi tema discutido em todos os debates. Assunto este que não é novo, porém foi destacada a importância de atitudes que saiam do papel e tornem os produtos mais acessíveis a todos.
A sustentabilidade não vem sozinha. Não basta ser sustentável. As empresas tem que oferecer seus reais diferenciais para despertar o interesse no consumidor e aí sim agregar a preocupação social e ambiental a tudo isso.
Prova disso, é verificado no salto das vendas de cosméticos orgânicos, que crescem mundialmente a uma velocidade de US$1 bilhão por ano e, atualmente, já batem na casa dos US$ 7 bilhões. Estes são produtos diferenciados já que são produzidos com fórmulas mais suaves, antialérgicas e fazem parte de um processo sustentável. Além de atenderem a uma necessidade que cresce a cada ano – cuidar da beleza.
A liderança no consumo é dos Estados Unidos, responsáveis por uma fatia de US$4,5 bilhões desse total (2009). Porém, no Brasil já vemos este movimento acontecendo entre as marcas, em que a Natura, por exemplo, foi pioneira em lançar produtos ecologicamente corretos.

Cinthia Almeida – @redatora do INPG BLOG e do Blog Delas

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