Gestão Feminina

Preocupar-se com o outro, buscar melhorar o ambiente de trabalho, melhores condições, entrosamento de equipe e tirar o melhor de cada um, estas são qualidades femininas de gerenciamento.

O estilo de gerenciamento não faz sucesso atualmente. Ele é mais um vir a ser, uma possibilidade, ou quem sabe, até uma necessidade do futuro.

Não faz sucesso porque não objetiva imediatamente lucro. O objetivo primário é criar um time vencedor, coeso, com cada um dando o seu melhor para que todos consigam “chegar lá”. Como essa meta não é facilmente mensurável, o sistema atual conclui que essa metodologia não é eficaz. Mas será que não é mesmo?
Para se atingir objetivos através de um time sem grandes estrelas (leia-se altos salários), a melhor tática é fazer com que o todo seja melhor e maior que a soma de suas partes. Isso se consegue com integração. Não é promovendo competição interna que se conseguem bons resultados a médio e longo prazo. Sem o sentimento de pertencer a um time, de “fazer parte”, ninguém dá o melhor de si.

Por enquanto, esse método de gerenciamento ainda não tem seu espaço, mas com as mudanças e exigências trazidas pelas novas gerações, novas táticas para mantê-las engajadas terão que ser adotadas. Geração Y e Z precisam se sentir pertencentes, senão passam como trator sobre instituições, pessoas e hábitos estabelecidos.

Uma metáfora interessante para esse modelo de gestão feminina que vi outro dia (de novo), foi a Alice do Tim Burton, que começa sua jornada frágil, fugindo de uma situação imposta, de pessoas querendo decidir a vida dela e passar por várias situações que lapidam seu espírito e vontade tendo vários mestres (Absolom a Lagarta, Chapeleiro Maluco, Rainha Branca, Chesire Cat e até o mau exemplo da Rainha Vermelha). Ela tem sua jornada do herói, que termina com ela vencendo os obstáculos e decidindo seu destino.

Seu maior obstáculo não era o Jabberwocky e sim sua falta de auto confiança. Ela já tinha a capacidade de derrotar a criatura dentro de si, conforme o calendário testemunhava. Mas isso só aconteceu quando Alice conseguiu as ferramentas mentais para a batalha final contra o dragão (não é o que ele era afinal, um dragão?).

A jornada feminina é exatamente igual. Partimos da certeza que ainda não sabemos quem somos e nem do que somos capazes, mas temos a meta de atingir o nosso máximo potencial.

A gestão feminina auxilia o colaborador a atingir esse máximo no trabalho. E o mais importante, auxilia na integração de todos os indivíduos e também fazê-los atingir o máximo além da capacidade individual de cada um. Meio como os Beatles, onde o conjunto era melhor que a soma dos talentos solo de cada membro.

A gestão feminina não é só feita por mulheres e nem sempre as mulheres a praticam, mas é a meta, a busca para o século XXI. Posso estar errada, claro, e um monte de gente vai trazer argumentos diferentes. Mas esse modelo é uma possibilidade. E mudanças são feitas a partir de possibilidades.

Daniele Zandoná – @ex-aluna do curso de MBA em Marketing no INPG Berrini e redatora do Marketing Blog

1 Response to “Gestão Feminina”


  1. 1 Thiago Machado março 17, 2011 às 1:31 pm

    clap, clap, clap.

    Bravo, Dani. Esse é o devir da gestão de ambiente de trabalho que é necessário para essa nova era. Por isso sempre preferi mulheres no comando. Para mim, faz todo o sentido do mundo.

    Beijos e parabéns pelo texto.


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